"Vai-se embora? Hoje como o chefe não está cá vamos fazer o horário de cá, saímos às 15h30. Pode cá ficar dentro, mas quando sair feche a porta." disse ela, quando me viu sair pelas 15h25. O rapaz afinal já não sai. Quem sai, não volta a entrar.
Quando o chefe não está, cumpre-se o horário. Quando está, não se cumpre. Que chefe é este? Que subordinados exemplares são estes, que cumprem o horário à risca, principalmente quando o chefe está ausente? Aqui, quando patrão está fora, não é feriado na loja.
E assim fiquei "sozinho em casa"
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Massada de cherne com gambas
Novo episódio do Preço Certo em Kwanzas!
Desta vez temos uma tachada de massada de cherne com gambas em experiente tacho de alumínio! Eram duas doses, no mesmo tacho, a ser comido por três. Na foto a tachada já ia a meio.

Inclui bela vista através da marina de Luanda para o ponteado de luzes da cidade, mesmo à Nova Iorque!

O que está em discussão é o preço da tachada, não a refeição!
Dou três opções:
a) 88 dólares, com aquela vista até ficou barato
b) 88 dólares, uma roubalheira, com tão pouco cherne e gambas
c) 88 dólares, mas se tivéssemos pedido sem gambas ficava só por 70 dólares
Desta vez temos uma tachada de massada de cherne com gambas em experiente tacho de alumínio! Eram duas doses, no mesmo tacho, a ser comido por três. Na foto a tachada já ia a meio.

Inclui bela vista através da marina de Luanda para o ponteado de luzes da cidade, mesmo à Nova Iorque!

O que está em discussão é o preço da tachada, não a refeição!
Dou três opções:
a) 88 dólares, com aquela vista até ficou barato
b) 88 dólares, uma roubalheira, com tão pouco cherne e gambas
c) 88 dólares, mas se tivéssemos pedido sem gambas ficava só por 70 dólares
terça-feira, 7 de junho de 2011
Não, não é amor...
Os acidentes de viação são a segunda principal causa de morte em Angola. Naturalmente, não é uma surpresa dada a esforçada forma de conduzir em Angola, certamente um dos melhores legados do aqui chamado tempo colonial.
Os acidentes de viação, essa sub-criação do homem não batem, contudo, uma outra (sub?) criação do Senhor.
A malária é a principal causa de morte em Angola, tendo colhido cerca de 8000 vidas em 2010. Este número representa uma significativa melhoria face a anos passados recentes em que foram registados níveis de cerca de 13000 vidas perdidas.
É irónico que se saibam os números de vidas que a malária leva, mas não o número de vidas que populam Angola, estimadas entre 13 a 19 milhões.
Quem vai para o mar avia-se em terra.
Por isso, os tenrinhos que vão para Angola precavêm-se* com uma das criações do homem para evitar o pior. A mim, calhou-me fazer a profilaxia da malária com a Mefloquina. A mefloquina "é um medicamento usado para o tratamento da malária especialmente se
é causada por patogéneos que são resistentes a outros agentes anti-maláricos, para a prevenção (profilaxia) da malária ou para o tratamento de emergência, caso o ataque de malária ocorra em viagens para regiões onde existe malária."
Basicamente, é um comprimido que se toma um dia por semana na maior refeição do dia, sem álcool.
Há bens que vêm por mal e males que vêm por bem. Este é certamente o caso. E os males não são poucos!
Palpitações, falta de ar, sudação, arrepios...
Desmaios, dor de peito, sonhos anormais, alterações de humor...
Será que ... estou apaixonado?... Não... é só a Mefloquina!
Cito aqui um pouco do seu folheto informativo, que está muito interessante, tanto na forma, como no conteúdo:
"Como todos os medicamentos, Mephaquin Lactab pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.
Como estes sintomas são comuns aos da própria doença, torna-se difícil avaliar se se trata de sintomas de malária ou de efeitos secundários do Mephaquin."
Para grandes males, grandes soluções!
Mefloquina... já tomaste a tua?
Os acidentes de viação, essa sub-criação do homem não batem, contudo, uma outra (sub?) criação do Senhor.
A malária é a principal causa de morte em Angola, tendo colhido cerca de 8000 vidas em 2010. Este número representa uma significativa melhoria face a anos passados recentes em que foram registados níveis de cerca de 13000 vidas perdidas.
É irónico que se saibam os números de vidas que a malária leva, mas não o número de vidas que populam Angola, estimadas entre 13 a 19 milhões.
Quem vai para o mar avia-se em terra.
Por isso, os tenrinhos que vão para Angola precavêm-se* com uma das criações do homem para evitar o pior. A mim, calhou-me fazer a profilaxia da malária com a Mefloquina. A mefloquina "é um medicamento usado para o tratamento da malária especialmente se
é causada por patogéneos que são resistentes a outros agentes anti-maláricos, para a prevenção (profilaxia) da malária ou para o tratamento de emergência, caso o ataque de malária ocorra em viagens para regiões onde existe malária."
Basicamente, é um comprimido que se toma um dia por semana na maior refeição do dia, sem álcool.
Há bens que vêm por mal e males que vêm por bem. Este é certamente o caso. E os males não são poucos!
Palpitações, falta de ar, sudação, arrepios...
Desmaios, dor de peito, sonhos anormais, alterações de humor...
Será que ... estou apaixonado?... Não... é só a Mefloquina!
Cito aqui um pouco do seu folheto informativo, que está muito interessante, tanto na forma, como no conteúdo:
"Como todos os medicamentos, Mephaquin Lactab pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.
Como estes sintomas são comuns aos da própria doença, torna-se difícil avaliar se se trata de sintomas de malária ou de efeitos secundários do Mephaquin."
Para grandes males, grandes soluções!
Mefloquina... já tomaste a tua?
domingo, 5 de junho de 2011
Segunda dica!
Olá, aqui vai a segunda dica que tenho para vos dar.
"Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: agitação, agressões, alterações de humor, ataques de pânico,
esquecimentos, confusão."
Boa sorte!!!
"Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: agitação, agressões, alterações de humor, ataques de pânico,
esquecimentos, confusão."
Boa sorte!!!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Uma nova rubrica de serviço público e gratuito
Olá, boa noite.
Hoje queria iniciar mais uma nova rubrica neste canal de comunicação. Desta vez não é uma rubrica com cariz lúdico para massas, como era o Preço Certo em Kwanzas, mas sim uma rubrica que pretende ter algum intuito educativo, ou pelo menos instrutivo.
Ao longo das várias publicações (a melhor tradução que consegui de post) seguintes seleccionar-vos-ei um ... esperem, melhor! Não vou dizer! Vou deixar que vocês adivinhem do que se trata! O prémio é um caixa dele! Vou dar-vos pistas nos próximos tempos até o feliz vencedor acertar.
Aqui vai a primeira pista:
"Afecções oculares
Frequentes: distúrbios visuais"
O 'frequentes' tem um significado preciso neste contexto. Quer dizer que um incidência de entre 1 em 10 e 1 em 100.
Boa sorte!!!
Hoje queria iniciar mais uma nova rubrica neste canal de comunicação. Desta vez não é uma rubrica com cariz lúdico para massas, como era o Preço Certo em Kwanzas, mas sim uma rubrica que pretende ter algum intuito educativo, ou pelo menos instrutivo.
Ao longo das várias publicações (a melhor tradução que consegui de post) seguintes seleccionar-vos-ei um ... esperem, melhor! Não vou dizer! Vou deixar que vocês adivinhem do que se trata! O prémio é um caixa dele! Vou dar-vos pistas nos próximos tempos até o feliz vencedor acertar.
Aqui vai a primeira pista:
"Afecções oculares
Frequentes: distúrbios visuais"
O 'frequentes' tem um significado preciso neste contexto. Quer dizer que um incidência de entre 1 em 10 e 1 em 100.
Boa sorte!!!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Eis a questão...
Luanda tem muitos encantos.... principalmente quando temos de resolver uma questão difícil à mesa de um bom restaurante.
O enunciado do problema é o seguinte. Vou atalhar os pormenores que não são essenciais para a resolução do problema para não vos maçar.
São cerca de vinte e uma horas. Aqui em Luanda não se diz nove horas quando nos referimos ao período da tarde.
Estamos sentados numa cadeira de verga. A areia da praia está a um metro de vós. Não se sabe qual é a temperatura em termos quantitativos, mas pode-se dizer que está bastante agradável.
Ouve-se o barulho do mar, mas suave e calmo, apesar de não muito distante. O Atlântico aqui é gentil e quente. A noite já é escura, pelo que nada existe para lá do horizonte, e o horizonte está bem perto de nós.
Grelhada?

Ou gratinada?

Eis a questão...
O enunciado do problema é o seguinte. Vou atalhar os pormenores que não são essenciais para a resolução do problema para não vos maçar.
São cerca de vinte e uma horas. Aqui em Luanda não se diz nove horas quando nos referimos ao período da tarde.
Estamos sentados numa cadeira de verga. A areia da praia está a um metro de vós. Não se sabe qual é a temperatura em termos quantitativos, mas pode-se dizer que está bastante agradável.
Ouve-se o barulho do mar, mas suave e calmo, apesar de não muito distante. O Atlântico aqui é gentil e quente. A noite já é escura, pelo que nada existe para lá do horizonte, e o horizonte está bem perto de nós.
Grelhada?

Ou gratinada?

Eis a questão...
domingo, 22 de maio de 2011
Uma obsessão
Imaginem que são donos de um restaurante.
Ponham-se na pele do seu dono. São donos de um restaurante, mas não é um restaurante qualquer. É um restaurante no coração da capital Angolana, na Rua Che Guevara. O vosso restaurante tem uma espectacular sopa de grão a 7 dólares, e até já é conhecida em Portugal.
Mas isso não chega. Vocês querem que o restaurante chegue mais longe! Querem que seja mais e mais conhecido, e não só pela sopa de grão! Pelo bacalhau também!!! Sobretudo pelo bacalhau!! Mas como??? Só há uma forma de tornar essa vossa visão uma realidade ... anunciar no Multicaixa.

O que é o Multicaixa?
O Multicaixa é a versão angolana do Multibanco segundo o novo acordo ortográfico. É como ônibus, machimbombo e autocarro, em português do Brasil, Angola e Portugal, respectivamente.
O Multicaixa respeita fielmente o verde, o azul e o grafismo que se tornaram parte da cultura portuguesa através do Multibanco. Alterar o design do Multibanco seria como mudar as cores e formato da bandeira nacional. O design do Multibanco é intemporal, resiste à mudança e não depende da moeda do país em causa.
O Multicaixa, tirando a publicidade notável a um restaurante também ele notável e vosso, é idêntico em tudo ao Multibanco, tirando também que o primeiro dá milhares kwanzas e o último deu milhares de escudos e agora dá dezenas de euros.
O que me reforça a ideia que o Veneza e o Democrática estão também um para o outro como versões diferentes do mesmo conceito, ao abrigo do acordo gastronómico da tasca portuguesa.
Ponham-se na pele do seu dono. São donos de um restaurante, mas não é um restaurante qualquer. É um restaurante no coração da capital Angolana, na Rua Che Guevara. O vosso restaurante tem uma espectacular sopa de grão a 7 dólares, e até já é conhecida em Portugal.
Mas isso não chega. Vocês querem que o restaurante chegue mais longe! Querem que seja mais e mais conhecido, e não só pela sopa de grão! Pelo bacalhau também!!! Sobretudo pelo bacalhau!! Mas como??? Só há uma forma de tornar essa vossa visão uma realidade ... anunciar no Multicaixa.

O que é o Multicaixa?
O Multicaixa é a versão angolana do Multibanco segundo o novo acordo ortográfico. É como ônibus, machimbombo e autocarro, em português do Brasil, Angola e Portugal, respectivamente.
O Multicaixa respeita fielmente o verde, o azul e o grafismo que se tornaram parte da cultura portuguesa através do Multibanco. Alterar o design do Multibanco seria como mudar as cores e formato da bandeira nacional. O design do Multibanco é intemporal, resiste à mudança e não depende da moeda do país em causa.
O Multicaixa, tirando a publicidade notável a um restaurante também ele notável e vosso, é idêntico em tudo ao Multibanco, tirando também que o primeiro dá milhares kwanzas e o último deu milhares de escudos e agora dá dezenas de euros.
O que me reforça a ideia que o Veneza e o Democrática estão também um para o outro como versões diferentes do mesmo conceito, ao abrigo do acordo gastronómico da tasca portuguesa.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Quem é o Jerónimo?
Jerónimo é o motorista de serviço. Apresenta-se impecavelmente ao serviço, bem vestido, com a barba bem aparada, e com peúgas cor-de-rosa, tal como metade do visto, mas de tom mais forte.
O Jerónimo guia-nos pelo rio de carros que as ruas de Luanda são. 3 minutos depois de entrarmos no rio de carros, acontece um acidente a meio metro do nosso jipe. Meio metro é a distância média a que os carros circulam em Luanda. Em andamento. Quando param, a distência média é de 20 cm.
Acontece que alguém se distraiu e, num cruzamento, parou só a meio metro do carro seguinte. Meio metro permite, à vontade, que uma motoreta passe por entre os dois jipes V8 monstruosos. Mas não pode presseguir mais, pois o condutor seguinte fez o seu trabalho e fechou a passagem para o intervalo regulamentar de 20 cm. A motoreta pára. O condutor inicialmente menos atento recupera a sua atenção e fecha o meio metro que tinha à sua frente para os ditos 20 cm. Epá, já la estava a motoreta. A motoreta não cai, mas fica entalada entre o mata-vacas do V8 e o chão. O motoretista, vira-se para trás para perceber o sucedido. Coloca o descanso da motoreta, apesar de estar entalada e não poder cair, desmonta da motoreta e dirige-se ao condutor do mata-vacas: "Olha o que foste fazer pá!".
Jerónimo tem um sorriso vencedor que voa sobre o trânsito.
O Jerónimo guia-nos pelo rio de carros que as ruas de Luanda são. 3 minutos depois de entrarmos no rio de carros, acontece um acidente a meio metro do nosso jipe. Meio metro é a distância média a que os carros circulam em Luanda. Em andamento. Quando param, a distência média é de 20 cm.
Acontece que alguém se distraiu e, num cruzamento, parou só a meio metro do carro seguinte. Meio metro permite, à vontade, que uma motoreta passe por entre os dois jipes V8 monstruosos. Mas não pode presseguir mais, pois o condutor seguinte fez o seu trabalho e fechou a passagem para o intervalo regulamentar de 20 cm. A motoreta pára. O condutor inicialmente menos atento recupera a sua atenção e fecha o meio metro que tinha à sua frente para os ditos 20 cm. Epá, já la estava a motoreta. A motoreta não cai, mas fica entalada entre o mata-vacas do V8 e o chão. O motoretista, vira-se para trás para perceber o sucedido. Coloca o descanso da motoreta, apesar de estar entalada e não poder cair, desmonta da motoreta e dirige-se ao condutor do mata-vacas: "Olha o que foste fazer pá!".
Jerónimo tem um sorriso vencedor que voa sobre o trânsito.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Sopa de grão
Hoje temos um post super-excitante!
Vamos fazer uma versão escrita do Preço Certo em Kwanzas (mas também podem dizer em dólares)!
Não temos cá o gordo para gerar audiências, mas dá para fazer uma versão amadora do programa!
A pergunta é: quanto custa a sopa da foto?
O prémio é uma colherada na sopa*.

Vou dar umas dicas!
É uma sopa de grão, mas também tem alguns legumes.
Estamos a falar do preço no menu, sem qualquer tipo de desconto por o prato estar ratado.
O restaurante é o Veneza, em pleno coração da capital.
Para quem não conhecer o restaurante, é tipo o Democrática, em Coimbra. Onde fazíamos o jantar de curso no primeiro ano por 1200 escudos... apre, ainda se usava o escudo quando comecei a faculdade... Dizia, 1200 escudos com tudo incluído, comer até rebentar e vinho tinto da casa e finos até perder a fala.
O Veneza tem a particularidade de ter a parede do balcão revestida por ladrilhos tipo tijolo encerado e o tecto em madeira escura envernizada, feito de longas tiras estreitas com juntas com um baixo-perfil. A casa do meu avô tinha também um barzinho exactamente neste estilo. Isto faz todo o sentido, já que também ele passou boa parte da vida dele nesta terra. É um ciclo que se fecha. Até a sopa faz lembrar a sopa da minha avó! Só que sem feijão nem massa nem batata por passar!
Com todas estas pistas, o preço já se tornou evidente, pelo que não vou dizer mais e dar a palavra a todas as domésticas em Portugal que nos lêem atentamente.
* apenas a sopa está incluída. Todas as outras despesas por conta do vencedor. Boa sorte para conseguirem o visto!
Vamos fazer uma versão escrita do Preço Certo em Kwanzas (mas também podem dizer em dólares)!
Não temos cá o gordo para gerar audiências, mas dá para fazer uma versão amadora do programa!
A pergunta é: quanto custa a sopa da foto?
O prémio é uma colherada na sopa*.

Vou dar umas dicas!
É uma sopa de grão, mas também tem alguns legumes.
Estamos a falar do preço no menu, sem qualquer tipo de desconto por o prato estar ratado.
O restaurante é o Veneza, em pleno coração da capital.
Para quem não conhecer o restaurante, é tipo o Democrática, em Coimbra. Onde fazíamos o jantar de curso no primeiro ano por 1200 escudos... apre, ainda se usava o escudo quando comecei a faculdade... Dizia, 1200 escudos com tudo incluído, comer até rebentar e vinho tinto da casa e finos até perder a fala.
O Veneza tem a particularidade de ter a parede do balcão revestida por ladrilhos tipo tijolo encerado e o tecto em madeira escura envernizada, feito de longas tiras estreitas com juntas com um baixo-perfil. A casa do meu avô tinha também um barzinho exactamente neste estilo. Isto faz todo o sentido, já que também ele passou boa parte da vida dele nesta terra. É um ciclo que se fecha. Até a sopa faz lembrar a sopa da minha avó! Só que sem feijão nem massa nem batata por passar!
Com todas estas pistas, o preço já se tornou evidente, pelo que não vou dizer mais e dar a palavra a todas as domésticas em Portugal que nos lêem atentamente.
* apenas a sopa está incluída. Todas as outras despesas por conta do vencedor. Boa sorte para conseguirem o visto!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Jerónimo
Estes ouvintes são dos melhores do mundo.
Glória e avareza para todos.
Como é chegar a esta cidade?
Chega-se de avião, depois de uma viagem nocturna de 7h30 onde alguma turbulência desembala o sono dos viajantes.
Sou o único novato nestas andanças. Já todos sabem do que nos espera à saída do avião, menos eu. Pelo menos até ao meu co-piloto me dar as devidas dicas. Segue-se a medonha fila de passagem pela fronteira.
O voo da TAAG chega meia hora antes do da TAP e por isso levam grande vantagem na fila dos passaportes. No entanto, tradicionalmente, o voo da TAP leva vantagem em número de peças que chegam ao destino. O da TAP, desta vez, adiantou-se, chegando muito em cima do da TAAG, para prejuízo do nosso sono e um maior tempo de espera na fila dos passaportes.
O edifício do aeroporto é novo e moderno. A sabedoria popular diz que um aeroporto nunca é o espelho de um país.
Está tanta gente na fila que nem toda a gente cabe na sala de espera, pelo que parte dos ex-passageiros têm de ficar fora do edifício. Apesar do pouco espaço dentro do edifício, o meu co-piloto é ameaçado de ser multado se se mantiver na parte de fora e nao entrar. O povo aperta-se e lá cabemos todos. Na Roménia tinham umas fitas para orientar a fila até aos omnipotentes guichets, mas aqui não é preciso.
Lentamente, os polícias vão carimbando os infindáveis passaportes com o visto amarelo e cor-de-rosa. O polícia que me calhou a mim tem, de longe o melhor ritual. Martela musicalmente cinco vezes a esponja com a tinta antes de fatalmente marcar o visto. Um carimbo de tinta não é burocraticamente representativo, pelo que deve ser devidamente acompanhado pelo selo branco e uma rubrica do já famoso polícia. Este é o que tem mais estrelas no ombro da farda, que, tal como o bigode, reflecte indubitavelmente a sua capacidade superior de carimbar passaportes.
Uma hora e tal depois de pisar solo Angolano, entro em Angola. O Jerónimo está à nossa espera.
Glória e avareza para todos.
Como é chegar a esta cidade?
Chega-se de avião, depois de uma viagem nocturna de 7h30 onde alguma turbulência desembala o sono dos viajantes.
Sou o único novato nestas andanças. Já todos sabem do que nos espera à saída do avião, menos eu. Pelo menos até ao meu co-piloto me dar as devidas dicas. Segue-se a medonha fila de passagem pela fronteira.
O voo da TAAG chega meia hora antes do da TAP e por isso levam grande vantagem na fila dos passaportes. No entanto, tradicionalmente, o voo da TAP leva vantagem em número de peças que chegam ao destino. O da TAP, desta vez, adiantou-se, chegando muito em cima do da TAAG, para prejuízo do nosso sono e um maior tempo de espera na fila dos passaportes.
O edifício do aeroporto é novo e moderno. A sabedoria popular diz que um aeroporto nunca é o espelho de um país.
Está tanta gente na fila que nem toda a gente cabe na sala de espera, pelo que parte dos ex-passageiros têm de ficar fora do edifício. Apesar do pouco espaço dentro do edifício, o meu co-piloto é ameaçado de ser multado se se mantiver na parte de fora e nao entrar. O povo aperta-se e lá cabemos todos. Na Roménia tinham umas fitas para orientar a fila até aos omnipotentes guichets, mas aqui não é preciso.
Lentamente, os polícias vão carimbando os infindáveis passaportes com o visto amarelo e cor-de-rosa. O polícia que me calhou a mim tem, de longe o melhor ritual. Martela musicalmente cinco vezes a esponja com a tinta antes de fatalmente marcar o visto. Um carimbo de tinta não é burocraticamente representativo, pelo que deve ser devidamente acompanhado pelo selo branco e uma rubrica do já famoso polícia. Este é o que tem mais estrelas no ombro da farda, que, tal como o bigode, reflecte indubitavelmente a sua capacidade superior de carimbar passaportes.
Uma hora e tal depois de pisar solo Angolano, entro em Angola. O Jerónimo está à nossa espera.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Um blog de perguntas!
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